The Midnight Library – Matt Haig

‘Entre a vida e a morte existe uma biblioteca’, ela disse. ‘E dentro dessa biblioteca, as estantes se estendem para sempre. Cada livro fornece uma chance de tentar uma outra vida que você poderia ter vivido. Para ver como as coisas teria acontecido se você tivesse feito outras escolhas… Você teria feito algo diferente, se tivesse a chance de desfazer os seus arrependimentos?’

Esse livro é uma grande jornada. Com certeza ele tem um ritmo muito rápido que te deixa com expectativa para saber o que vem a seguir. Uma coisa que não gostei muito foi a escrita, achei ela muito simplista, e tudo bem que ela é bem devorável, mas para o tema do livro eu sinto que uma escrita um pouquinho mais elaborada teria sido ótimo.

O único jeito de aprender é viver.

Esse livro discute profundamente sobre existencialismo e conceitos filosóficos e em muitos sentidos ele se aproxima da ficção-científica, ele me lembrou de Matéria Escura e de Recursion. Eu realmente gostei da maneira que a “Biblioteca da Meia-Noite” funciona e fiquei constantemente pensando “como é que isso vai terminar?”.

Nora é uma boa protagonista, apesar de eu não ter me sentido particularmente conectada com ela. Ela cresce e evolui no livro, mas as coisas passaram uma sensação de que acontecem de forma muito rápida em certos momentos, mas ao mesmo tempo enquanto escrevo isso tenho também a sensação de que aconteceram de forma perfeitamente adequada, a forma que a plot funciona para permitir o crescimento da personagem foi muito boa. Eu não tenho nenhuma reclamação séria sobre esse livro, mas com relação a como eu me sinto sobre ele eu gostei, mas não amei. E eu preciso mencionar que tiveram muitos quotes maravilhosos nessa história e eu não conseguia parar de marcá-los.

É que, teria feito as coisas serem muito mais fáceis se entendêssemos que não há uma forma de viver que te imunize contra a tristeza. E que a tristeza é uma parte intrínseca do tecido da felicidade. Você não pode ter uma sem a outra. É claro, elas vem em diferentes níveis e quantidades. Mas não tem uma vida onde você possa estar em um estado de felicidade pura para sempre. E imaginar que isso é possível só alimenta mais tristeza na vida que você está agora.

Há mais possibilidades de jogar um jogo de xadrez do que há átomos no universo observável. Então é uma bagunça. E não há um jeito certo de jogar; há vários. No xadrez, assim como na vida, a possibilidade é a base de tudo. Cada esperança, cada sonho, cada arrependimento, cada momento que se vive.

Enquanto me aproximava do fim do livro me preocupei em como o autor iria encerrar a história, especialmente considerando que ele discute uns tópicos bem profundos e também a desesperança. Mas ele foi capaz de criar não apenas um final que fez sentido e foi coerente com a história, mas um que deu aos seus leitores esperança.

Nós não precisamos fazer tudo para sermos tudo, porque nos já somos infinitos. Enquanto estamos vivos nós sempre possuímos um futuro de possibilidades multifacetadas.

Você pode comprar esse livro através do meu link de afiliado e eu recebo uma pequena comissão por isso, link aqui para a edição em inglês. Por enquanto ainda não há previsão de tradução.

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