Godsgrave – Jay Kristoff

Após finalizar a leitura eletrizante de Nevernight eu estava super ansiosa para saber como seria o próximo capítulo da história de Mia Corvere.

Curiosamente apesar de ter Godsgrave na minha estante por quase um ano eu simplesmente não conseguia lê-lo. Mas faltando dois meses para o lançamento gringo de Darkdawn, o terceiro e último livro da série, finalmente criei coragem para ler o segundo volume.

Preciso mencionar que a tradução feita por Clemente Pereira é fantástica. O primeiro exemplo é o título, nevernight se tornou quasinoite. Ou truedark ficou veratreva. Ou até mesmo o Sr. Simpático que antes era Mister Kindly. Eu achei essas traduções ótimas  porque elas me soaram ainda melhores do que as palavras originais. Para um livro tão complexo e que cria seu vocabulário próprio, fazer a tradução disso não deve ter sido fácil e eu realmente valorizo este trabalho.

Após toda a loucura e reviravoltas que se sucederam nos últimos capítulos de Nevernight, inciamos a jornada em Godsgrave com a Igreja Vermelha completamente fragilizada após as traições e assassinatos que ocorreram. E Mia precisa descobrir uma maneira de cumprir seu maior e mais importante objetivo: sua vingança contra os assassinos de seu pai.

E para conseguir isso ela decide começar por baixo, se vendendo como escrava e buscando lugar junto aos gladiatii, participantes de lutas no estilo dos gladiadores que duram até a morte. Nas areias da arena Mia terá de se provar inúmeras vezes para conseguir sobreviver e irá encontrar novos aliados e mais perguntas ainda sobre sua identidade sombria. A plot é muito diferente de Nevernight, mas me cativou tanto quanto o primeiro e há tantas reviravoltas e coisas incríveis acontecendo que eu não conseguia parar de ler. É como se a cada livro Jay Kristoff se superasse e conseguisse entregar algo ainda mais arrebatador do que antes.

Não é a toa que a série é uma das mais hypadas atualmente e também se tornou uma das minhas favoritas da vida.

Amei acompanhar o desenvolvimento e o crescimento de Mia neste livro e adorei a maneira como o autor mostrou a vulnerabilidade dela com relação a vários sentimentos, a dor, a perda, o amor. E também foi muito importante e necessário ver como ela se relacionou com as pessoas em sua vida, como ela foi capaz de confiar em outras pessoas.

O final de Godsgrave é algo impossível de prever, que me deixou extasiada e chocada na mesma medida que eu quis arremessar o livro no outro lado do quarto. Fiquei feliz de ter terminado a leitura faltando tão pouco tempo para o lançamento de Darkdawn, pois de jeito nenhum eu aguentaria esperar muito para esse que promete ser um dos desfechos mais épicos dos últimos anos.

Esta resenha apesar de já ter sido escrita há algum tempo está sendo publicada apenas hoje: no dia do lançamento de Darkdawn que coincide com o meu aniversário, três de setembro. É claro que esse foi um presente especial para mim, então obrigada Jay.

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