King of Scars – Leigh Bardugo

Depois do sucesso de duas séries, a Trilogia Grisha e a duologia Six of Crows, Leigh Bardugo retorna ao universo grisha com King of Scars , algo como ‘O Rei das Cicatrizes’ em tradução livre. Neste primeiro volume de sua nova duologia retornamos a Ravka, após os eventos decorridos em Crooked Kingdom, ou seja se você não leu os livros anteriores (eu mesma não terminei de ler a Trilogia Grisha) saiba que King of Scars tem spoilers de todos os livros.

Neste volume, que acompanha os desenrolares do fim da Guerra Civil de Ravka, temos pontos de vista múltiplos, entre eles o de Nina Zenik, a Grisha Corporalki que após os desenrolares da última missão dos Dregs (em Crooked Kingdom) tem que lidar com os resultados que seguem e também com fantasmas que a assombram; Zoya Nazyalensky a General do Segundo Exército que ainda se recupera dos horrores vivídos sob o domínio do Darkling e também descobrirá novos meios de lidar com seus poderes; e Nikolai Lantsov o novo rei de Ravka que precisa descobrir a melhor forma de governar e de impedir que seu país caia em guerra outra vez. Para ser sincera achei que o livro ia focar muito mais no personagem Nikolai, mas a verdade é que a maior quantidade de capítulos são de Nina e de Zoya.

Essa capa é maravilhosa!

Descobrimos mais sobre a origem dos Grishas e de como surgiram seus poderes. Confesso que é um livro longo (mais de 500 páginas na edição que eu li) e que ele é bem demorado e meticuloso nas construções que realiza e na maneira que pretende nos mostrar as personalidades de seus protagonistas, incluindo as diversas camadas que cada um possui. Durante toda a leitura eu fiquei sendo surpreendida pela maneira como a autora articulou os acontecimentos e fui sendo arrebatada por cada um deles, mas com toda certeza minha maior surpresa foi a Zoya. Como só li o primeiro livro da Trilogia Grisha soube muito pouco sobre a personagem e ainda sim, como pude perceber neste livro, o que é apresentado ao leitor sobre ela na Trilogia é apenas uma faceta da sua persona, apenas uma pequena fatia da grandiosa, complexa e maravilhosa Zoya.

É impressionante que mesmo após cinco livros centrados no mesmo universo, Leigh Bardugo ainda consegue encontrar novos ângulos para explorar e escrutinar a mitologia e magia criadas por ela. Cada novo livro traz seu próprio frescor e um novo fôlego para continuar a jornada, e isso é incrível!

Apesar da plot se desenvolver de forma lenta em King of Scars, o que para mim não foi problema algum diga-se de passagem, a grande sacada de Leigh é a maneira como ela dá atenção a seus personagens, a suas falhas, a suas conquistas, aos medos e anseios de seus corações e a tudo que os torna humanos e quase capazes de respirar para fora de suas páginas. Durante a leitura é possível ver todas as fraturas expostas, toda a complexidade que constituí a essência de cada personagem, primorosamente construídos e de maneira que é impossível não se apegar a eles.

Nem preciso dizer que King of Scars se tornou um favorito. E do tipo que eu mais gosto, capaz de quebrar e consertar o seu coração de tão magnífico que é.

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