The Woman in the Window – A. J. Finn

The Woman in the Window, que é um lançamento de Março da editora Arqueiro com a tradução de A Mulher na Janela, é um thriller psicológico extremamente viciante.

Está acontecendo uma onda de títulos como, A Garota no Trem, A Mulher na Cabine 10 e agora A Mulher na Janela, todos com protagonistas femininas e livros do gênero de thriller, e estou achando esses títulos bem interessantes. Ainda não li A Mulher na Cabine 10 (porém ele está na wishlist) mas já li A Garota no Trem e posso dizer com tota a certeza que em se tratando de “comparações” no sentido mais amplo do termo, A Mulher na Janela é incrívelmente melhor.

Não é paranoia se está realmente acontecendo.

Anna Fox mora sozinha em sua casa em Nova Iorque, ela é incapaz de sair de casa devido a sua Agorafobia, ou seja o medo de lugares abertos. Portanto Anna, separada de seu marido que cuida da filha deles, passa longas tardes em sua mansão, afinal com quatro andares e mais um porão como não descrevê-la assim? Assistindo filmes em preto e branco, no melhor estilo noir com direito a muito Hitchcock, bebendo vinho (talvez além da conta) e observando seus vizinhos. Anna já decorou os nomes e as rotinas de todos os moradores do pequeno condomínio em que vive, ela sabe os horários de ida e de volta de cada um e tem prazer nesse passatempo de bisbilhotar a vida alheia. Até que os Russells se mudam para a casa em frente a de Anna, logo após o parque. Um pai, uma mãe e um filho adolescente, a família perfeita.

Não é incrível que de acordo com a internet algumas pessoas podem não existir?

Exceto que pouco depois da mudança Anna vê algo que não deveria e seu mundo começa a desmorronar, em especial porque ninguém mais parece acreditar nela. Estaria ela imaginando coisas? Teria sido apenas o efeito do álcool? Ou dos remédios que ela não devia misturar com a bebida? Ou apenas uma projeção de sua mente devido a enorme quantidade de filmes que ela assiste? Mas uma coisa é certa, Anna sabe o que viu.

Eu sei o que eu vi.

O livro tem capítulos curtíssimos, com duas páginas as vezes apenas uma, o que torna a famosa frase “só mais um capítulo então vou dormir” quase que impossíveld e se concretizar, pois quando se tem um capítulo tão curto bem, só mais um se tornam dois, três, quatro… De fato uma das maiores qualidades do livro é seu incrível poder de deixar o leitor grudado em suas páginas, com um ritmo alucinante e uma história intrigante e extremamente curiosa, o leitor fica completamente à merce da história.

Não posso deixar de falar que houveram plot twists e eu não estava preparada para nenhuma delas, todas me pegaram de surpesa e me deixaram embasbacada. Li fervorosamente noite à dentro chegando até a ficar um pouco assustada em algumas cenas, foi quase como se um filme se desenrolasse em minha mente (e de fato espero que o livro seja adaptado logo!). A história é surpreende, completamente fora do comum e imprevisível, e Anna é uma narradora inconfiável de primeira linha, uma das mellhores que já li.

Quem sabe o que se passa em uma família?

Gostei que apesar de o autor descrever as coisas de forma a confundir o leitor,assim como a própria protagonista está confusa e no escuro, e nos fazer ficar implorando “por favor me diga o que está acontecendo!!” em nenhum momento ele subestima o seu leitor ou usa artíficios para suas manobras de condução da trama, tudo foi muito bem pensado e orquestrado.

The Woman in the Window é um dos melhores livros que li em 2018, um cinco estrelas, altamente recomendado e surpreendente.

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