Especial Oscar 2018 – O Destino de Uma Nação

O Destino de Uma Nação, ou também Darkest Hour que pode ser traduzido como “a hora mais sombria” narra os primeiros 30 dias de governo de Winston Churchill como Primeiro Ministro do Reino Unido.

O papel fica à cargo de Gary Oldman que praticamente veste a pele de Churchill e amparado por uma excelênte maquiagem fica irreconhecível e impecável no papel, capturando a voz, a postura e até mesmo a dicção complicada de Churchill.

Durante toda a narrativa houve resistência dos membros parlamentares e outra figuras importantes à presença de Churchill como Primeiro Ministro, e de fato em diversos momentos do filme suas formas de pensar e agir são sempre reprimidas com um “você será removido do cargo” e assim por diante. Em maio de 1940, com a Segunda Guerra pouco mais de oito meses começada, Hitler já estava acuando e invandindo muitos países da Europa, e a localização geográfica da Grã-Bretanha foi algo que literalmente os salvou pois é uma ilha então isso causava considerável empecilho de ataques de infantaria (mas obviamente não impedia os ataques aéreos que viriam a acontecer mais à frente no decorrer da Guerra). De fato o momento político para a ascenção de Churchill não poderia ser mais conturbado, é incrível como todos os homens velhos e enrrugados reúnidos em salas repletas de fumaça e escuridão esperam que um único homem sozinho resolva todos os problemas de uma guerra sozinho e de forma que agrade a todos, e ainda o julgam se ele não fizer do jeito que eles esperam. Esta visão que o filme proporcionou foi muito interessante de ver, e também porque Churchill apesar dos empecilhos conseguiu superar e manter o país firme durante uma guerra tão devastadora e arrasadora, saindo desta vitorioso.

Aliás por falar em vitória, eu não conhecia o famoso símbolo de “V” de vitória feito por ele, o dedo indicado e o do meio erguidos enquanto os outros permanecem abaixados (o símbolo da paz) e realmente é muito incrível de procurar fotos reais de Churchill e ver ele fazendo esse gesto. O roteiro do filme é lento e permeado de diálogos que poderiam se tornar exaustivos, mas que com a presença de Oldman tomam um outro rumo. É incontestável que o ator rouba a cena, ou melhor rouba o filme, pois o roteiro não é “o melhor roteiro”, mas o ator está tão bom no papel que ele contorna até isso, nos apresentando uma atuação visceral, diligente, sincera e mais importante ainda, humanizada de uma das mais importantes figuras da história.

Não é por menos visto que o ator já levou o prêmio de Melhor Ator no Globo de Ouro, no SAG Awards e no Critics Choice Awards. Em se tratando das nomeações do Oscar acredito que a única concorrência que Oldman poderia ter seria Daniel Day-Lewis que fez um trabalho espetacular em Trama Fantasma, mas ainda assim ficarei satisfeita se Oldman arrebatar também o Oscar. Ele o merece.

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