Especial Oscar 2018 – Trama Fantasma

Antes que os nomeados para o Oscar fossem anúnciados eu estava bem incerta se veria este filme ou não, por não saber bem do que ele se tratava, mas quando soube que ele estava entre os nomeados de melhor filme é claro que dei uma chance.

Trama Fantasma se passa nos anos 50 e nos mostra o dia a dia do estilista Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), sua precisão metódica para com o seu trabalho até o momento em que ele conhece Alma (Vicky Krieps), e ambos sofrem uma paixão arrebatadora. Alma se torna a musa de Woodcock e ao mesmo tempo que é endeusada como uma peça rara e delicada, ela também é despacahada com um ride “saia daqui” quando tenta ser espontânea ao levar algo para Woodcock como um chá que ele não havia pedido. A essência do filme nos mostra a dificuldade de se conviver com um gênio e todas as nuances da personalidade de um.

O papel de despedida de Daniel Day-Lewis está fantastico, a complexidade, profundidade e precisão com que impõe o papel de Woodcock é assombrosa, desde as pequenas coisas até uma discussão onde suas palavras explodem de fúria mesmo sem manifestar isso claramente em suas expressões. É importante ressaltar que ambas as coadjuvantes, Krieps e Lesley Manville que interperata Cyril, a irmã controlandora de Woodcock que administra não só seu ateliê como também sua vida, além de darem todo o suporte necessário a Daniel Day-Lewis em diversos momentos roubam a cena. No ínicio eu não via muito na personagem de Alma, mas com o passar da história a personagem cresceu muito e mostrou uma faceta que me era completamente inesperada.

A maneira como o relacionemnto de Woodcock e Alma se desenvolve é mostrada de forma delicada e sútil até que num rompante o filme engata em um ritmo diferente e somos imersos nesse amor louco, obssesivo e que parece consumir os dois personagens.

A fotografia e as cores do filme também me chamaram muita atenção, assim como os diversos ângulos de câmera inusitados como os ângulos utilizados para as filmagens do carro em movimento e um dos planos que mostra a câmera no fundo de uma xícara enquanto Alma prepara um chá. É claro que não posso deixar de mencionar como o figurino é belíssimo, tanto as peças criadas por Woodcock como o do resto dos personagens, a sutileza e a elegância das peças que ajudam a compor um panorâma dos personagens é incrível.

Dito isso deixo aqui minha extrema admiração por este filme diferente e surpreendete, que não se encaixa nos moldes de contar história do cinema atual e que com a combinação de um bom roteiro e a atuação extremamente de peso do elenco, compõe um filme sensível e ao mesmo tempo visceral.

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