Crooked Kingdom – Leigh Bardugo

Crooked Kingdom é a sequência de Six of Crows e também o segundo volume da duologia. Esta resenha contem spoilers de Six of Crows e pequenos spoilers de Crooked Kingdom. Os eventos de Crooked Kingdom se iniciam exatamente onde o primeiro livro parou, e foi ótimo eu ter lido Six of Crows há pouco tempo pois a história ainda estava fresca na memória. Crooked Kingdom é dividido em seis partes e é narrado em terceira pessoa por seis personagens, Kaz, Inej, Nina, Matthias, Jesper e Wylan! Sim, felizmente temos pontos de vista dele neste livro.

Logo após sobreviver a missão impossível de não apenas invadir a impiedosa Corte do Gelo em Fjerda e resgatar um dos reféns mais procurados do mundo, o grupo de Kaz retornou a Ketterdam, apenas para terem a desagradável desventura de ver seu prêmio se esvair diante de seus olhos. Jan Van Eck não cumpriu com sua palavra e não pagou os bandidos que contratou para o serviço, e pior, sequestrou Inej. Apesar de chocados e desolados o grupo liderado por Kaz sabe que se não podem derrotar seus inimigos eles devem mudar as regras do jogo.

A primeira parte da história nos mostra o grupo ainda se recuperando do baque, e do outro lado nos mostra uma Inej cativa e vulnerável. Na segunda parte Inej é resgatada e o grupo se prepara para um plano maior, a vingança que precisam realizar contra Van Eck. O interessante é que Leigh consegue manter a plot do livro com muitas camadas, que se interseccionam e expandem, ao mesmo tempo que mantém um ritmo intenso durante todo o livro e mantém o leitor se questionando até a última página. Outra coisa interessante é a maneira como as ações tem reações e consequências na narrativa, como muita coisa se desenrola e resultados inesperados são alcançados, tornando o livro imprevisível e impossível de largar.

Ele queria dizer a Nina que era possível amar algo e ainda assim enxergar suas falhas.

Desta vez o livro se passa todo em Ketterdam e há ainda mais descrições e construção de mundo. Sei que a cidade foi inspirada em Amsterdam e assim como mencionei na resenha de Six of Crows, ler esses livro só aumentou minha vontade de visitar esse lugar. Leigh cria um mundo vívido e intrigante, desde as descrições do ponto de vista de Inej enquanto se aventura pelos telhados, bem como as ruelas e becos e lugares curiosos que permeiam a cidade, tudo isso faz com que ela seja extremamente palpável e real, como se pudéssemos viajar para lá agora mesmo.

Percebi algumas menções a personagens e fatos da Trilogia Grisha, e descobri que a duologia Six of Crows se passa depois dos acontecimentos da trilogia. Peguei spoilers, mas não me importei.

Neste volume, muito mais do que no primeiro, o que está em jogo não é apenas o dinheiro, mas a própria vida dos personagens que parecem mal conseguir se segurar para não cair (ou morrer no caso). Sinto como se tivesse me tornado muito próxima deles, e ter esse relacionamento tão intrincado com eles fez com que eu me sentisse muito apreensiva e também muito comovida com inúmeras cenas do livro.

Assim como mencionei na resenha de Six of Crows a parte mais impactante e marcante desta história são os personagens. Novamente estou sem palavras para o trabalho magnífico feito pela autora e tiro meu chapéu para ela. Não apenas a construção dos personagens é de dar inveja, mas o desenvolvimento pelo qual eles passaram durante Six of Crows, se revela para nós leitores agora e também com as provações pelas quais eles irão passar durante a história, vemos novos lados dos personagens que já conhecemos e suas maneiras de lidar com as dores pelas quais terão de passar. Temos mais descrições do passado de Inej nesse livro e também vemos um lado mais dark dela e isso só me fez amá-la ainda mais.

Seu coração era um rio que corria com ela na direção do mar.

Não posso deixar de mencionar os shipps do livro, temos um total de três-gordos-enormes-e-maravilhosos casais nessa história e eu amo todos, muito. Preciso comentar especialmente das cenas entre Kaz e Inej e como eles são preciosos e como tudo que eu quero é que eles sejam felizes.

Esse livro é uma jornada incrível, e o final foi simplesmente perfeito. É aquele tipo de final bittersweet que deixa você querendo mais mesmo sabendo que ele terminou exatamente como deveria.

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